Aposentadoria do INSS: por que confiar nela é um erro?

Vitor Tito

Para garantir independência financeira e tranquilidade durante a aposentadoria, é necessário planejamento. Nesse cenário recheado de incertezas, muitas pessoas cometem um erro grave ao confiar o seu futuro à previdência social. É uma ilusão acreditar que o governo será capaz de manter o seu padrão de vida. Nesse artigo, mostraremos porque confiar na aposentadoria do INSS é um erro.

As regras de aposentadoria podem mudar a qualquer momento

Não é surpresa para ninguém que o déficit do INSS aumenta a passos largos: já em 2016, o rombo é de R$ 146 bilhões, segundo estimativas do Ministério da Fazenda. Para que o sistema da previdência social não quebre nas próximas décadas, muitas mudanças serão propostas. Já estão sendo discutidas alternativas de reforma que impactam para os jovens, tanto no que concerne às regras de reajuste anuais da aposentadoria do INSS, quanto aos requisitos de idade mínima e tempo de contribuição para aposentadoria. Essas medidas tem como objetivo diminuir o rombo no INSS.

É preciso pensar que as mudanças que impactarão na sua renda e na idade que você irá se aposentar provavelmente serão levadas a cabo por um governo que não temos a mínima ideia de qual será. A insegurança na constância das regras do INSS é ainda maior quando pensamos que a tendência é que o déficit se agrave ainda mais devido ao envelhecimento populacional.

A população no Brasil está envelhecendo

O Brasil, desde a década de 90, está em um processo de franco envelhecimento, causado pelas quedas das taxas de fecundidade e mortalidade.

Durante os anos 1970-2000, a população economicamente ativa, afetada pela redução da mortalidade infantil e pela melhora da qualidade de vida, cresceu robusta, sustentando os gastos do pequeno topo da pirâmide. Esse momento, que foi cunhado como janela de oportunidade por demógrafos, está perto do fim, e o futuro não é muito animador: de acordo com projeções do IBGE, o número de idosos no Brasil vai quadruplicar até 2050.

O custo de vida de um aposentado cresce acima do reajuste do INSS

Mesmo considerando que as regras mantenham-se as mesmas para a época futura de sua aposentadoria, ainda sim confiar unicamente no INSS seria desvantajoso devido aos reajustes e aos gastos de uma pessoa aposentada.

A aposentadoria do INSS é reajustada tendo em vista o valor do benefício: se a renda for de até um salário mínimo, o reajuste acontece de acordo com as mudanças do salário mínimo daquele ano.

Já benefícios acima desse valor são corrigidos de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE. Devido ao fortalecimento do aumento do salário mínimo com o Plano Real, benefícios que não são reajustados dessa maneira acabam por ter seus ganhos reduzidos.

Ainda, o custo de vida de um aposentado cresce bem acima das taxas estabelecidas por esse índice. O gasto com saúde, por exemplo, tende a ser muito maior do que os gastos de uma pessoa mais jovem: você precisará gastar boa parte da renda com serviços médicos, convênio e medicamentos.

Os planos de saúde são reajustados a taxas acima da inflação, muitas vezes com correções por faixas de idade. Diante desse cenário, contar com a aposentadoria pública para garantir o seu atual padrão de vida não parece muito recomendável.

A aposentadoria do INSS está limitada ao teto da previdência

O INSS é ainda mais desvantajoso para aqueles com renda superior ao teto da previdência: nenhum contribuinte do INSS poderá receber benefícios que ultrapassem o valor do teto estabelecido. Atualmente, esse teto equivale a R$ 5.645,80.

Quanto maior a sua renda, maior será a diferença em relação à aposentadoria. Se esse for o seu caso, pense que quanto maior for a sua renda hoje, maior será a diferença em relação à aposentadoria. Nesse cenário, é interessante buscar informações acerca de investimentos em previdência privada.

As aposentadorias privadas são fundos de investimento em que você tem maior liberdade para definir o volume das contribuições e a renda final.

Não quero confiar no INSS: o que fazer?

Se imaginar em um cenário em que você tenha que continuar trabalhando após a aposentadoria para complementar a renda não é algo muito agradável, não é?

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