Cálculo para aposentadoria: tudo o que você precisa saber

Vitor Tito
                 

O governo brasileiro assegura a todos os trabalhadores inscritos na Previdência Social o direito de se aposentar. Para tanto é necessário completar o tempo de contribuição e atingir a idade mínima. Também é possível se aposentar por motivo de invalidez permanente.

Neste post vamos ajudar você a entender o cálculo da aposentadoria e os principais requisitos exigidos pela previdência social. Mais do que isso, vamos te ajudar a enxergar alternativas para garantir um futuro tranquilo, quer ver só?

Principais requisitos por tipo de aposentadoria

Por tempo de contribuição:

Atualmente a aposentadoria por tempo de contribuição é baseada na regra 30/35. Para fazer o cálculo da aposentadoria basta levar em consideração os seguinte requisitos: o tempo total de contribuição da mulher deve ser igual a  30 anos e o do homem 35 anos, não havendo limitações quanto a idade mínima.

Também existe uma outra maneira de fazer o cálculo da aposentadoria por contribuição pela regra 85/95 progressiva. Neste caso, também não existe idade mínima, mas a soma da idade + tempo de contribuição deve totalizar 85 anos para as mulheres e 95 anos para os homens.

Por idade:

A aposentadoria por idade leva em conta a idade de 60 anos para as mulheres e 65 anos para os homens, sendo necessário apenas comprovar 180 meses de trabalho. No caso de trabalhadores rurais, a idade mínima é reduzida em 5 anos para ambos gêneros.

Por invalidez e por motivos especiais:

A aposentadoria por invalidez é válida apenas nos casos, afirmados por perícia médica, em que são comprovados a incapacidade laboral do trabalhador. Já aquela por motivos especiais é válida apenas para trabalhadores exposto a agentes nocivos à saúde ininterruptamente.

Fatores preocupantes quanto o cálculo da aposentadoria

Já vimos que o governo garante benefícios aos trabalhadores inscritos na Previdência Social, correto?

Mas se o governo nos assegura, por que devemos nos preocupar?

Reajuste da aposentadoria:

Todo ano o benefício concedido ao aposentado sofre reajustes, em sua maioria baseados  no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de acordo com a categoria em que o beneficiário está inserido.

Por exemplo, no ano de 2016 o beneficiário que recebe o piso, ficou sujeito ao aumento de 11,67%. Já o beneficiários que recebem acima do mínimo, o reajuste foi de 11,28%.

Neste ano a diferença entre o reajuste da aposentadoria acima do mínimo, e o reajuste do salário mínimo foi de apenas 0,39%. No entanto, essa variação já chegou a 8,05% em 2012 e, acredite se quiser, 11,66% em 2006!

Isso é ruim porque o reajuste da aposentadoria leva em consideração apenas os índices do ano imediatamente anterior. Ou seja, as perdas dos anos anteriores são desprezadas.

Na prática, a aposentadoria da grande maioria dos beneficiários passa a valer cada vez menos caso estas variações ocorram com tamanha discrepância.

No fim das contas, a aposentadoria pelo INSS pode não garantir o seu poder de compra.

Rombo da previdência:

Atualmente, o governo arrecada quantia menor do que aquela que gasta pagando os benefícios dos previdenciários. A conta é simples, quem gasta mais do que ganha, uma hora fica no negativo, não é mesmo?!

Pra você ter ideia, estima-se que em 2016 o déficit no INSS deve ser superior a R$ 124 bilhões!!

Pode até ser que agora o governo tenha como cobrir estes custos, mas uma hora a conta pode não mais fechar. Por este motivo, o atual governo propôs alterações no sistema.

Alternativas para assegurar a sua aposentadoria

A contribuição da Previdência Social é obrigatória por lei, e infelizmente não há a opção de não contribuir. Isso é uma pena, pois transferir a responsabilidade do seu futuro financeiro ao governo não parece ser uma boa ideia.

Como certamente você quer ter controle financeiro, é fundamental se planejar e poupar, gastar menos que ganha. Mas isso é apenas o início, pois tão necessário como poupar é investir bem.

Existem algumas opções disponíveis para complementar a renda na aposentadoria, como ter uma aposentadoria privada. Você também pode garantir o seu pé de meia fazendo outros investimentos seguros e que tenham boa rentabilidade a longo prazo, como o  CDB, por exemplo.

O que você está esperando para garantir sua independência financeira?

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