Guia para iniciantes: Como investir na bolsa de valores?

Luciana Pimenta
                 

Quando ouvimos sobre a bolsa de valores, parece algo complexo e distante da realidade de quem não é especialista em economia, não é mesmo? Mas, acredite, todo mundo pode investir na bolsa e nem precisa de grandes valores para isso acontecer.

Embora ainda seja um mistério para uma boa parte dos brasileiros, esse tipo de investimento vem ganhando adeptos. Para se ter uma ideia, em janeiro de 2018, ocorreu um aumento de 9,2% de investidores em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para te dar uma mão, preparamos um guia para iniciantes de como investir na bolsa de valores! Quem sabe não te incentiva a se tornar um investidor o quanto antes?

O que é bolsa de valores?

A bolsa de valores é o mercado organizado em que pessoas e empresas negociam ações de sociedades de capital aberto e outros títulos e valores imobiliários. Basicamente, é onde se encontram pessoas que possuem ações para vender e investidores interessados em comprá-las.

O objetivo da bolsa é ser um ambiente seguro e eficiente para quem quer negociar ações, garantindo que esses títulos fiquem guardados na CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia). Ela funciona como uma sociedade civil de interesse público ou uma sociedade anônima.

No Brasil, a bolsa de valores é a BM&FBovespa, que une a BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) e a Bovespa (Bolsa de São Paulo) e incorporou outras bolsas existentes no país.

A bolsa de valores sempre despertou curiosidade nos brasileiros, interessados na alta rentabilidade das ações e na possibilidade de ganhar a vida com esses investimentos. Apesar disso, muita gente ainda tem medo dos riscos da bolsa e prefere continuar direcionando seus recursos para a poupança.

O que são ações?

Agora você já sabe que a bolsa de valores é o lugar propício para comprar e vender ações. Mas você compreende bem o que elas são?

As ações são papéis que representam uma parcela do capital de uma empresa. Quem compra uma ação passa a ser sócio dessa empresa, adquirindo assim uma pequena porcentagem e participando dos seus riscos.

Podemos dizer que as ações são as partes de uma instituição e existem em dois tipos: ordinárias (ON) e preferenciais (PN).

Ações Ordinárias

As ONs são ações comuns e normalmente é a esse tipo que as pessoas se referem quando falam de ações.

Elas representam direito de propriedade e dividendos sobre a empresa e garantem voto nas eleições do conselho administrativo, que supervisiona as decisões da instituição. Entretanto, esse voto pode não ser tão significativo para pequenos investidores, quando comparados a quem compra um volume maior de ações.

Geram retornos mais interessantes, mas o risco também é maior. Se a empresa falir, o investidor de ON só recebe a sua parte em dinheiro depois que os credores e acionistas preferenciais forem todos pagos.

Por isso e também por terem menos liquidez, as ONs não são o tipo mais indicado para quem está começando a empreender no universo da bolsa de valores.

Ações preferenciais

As PNs são um modelo diferente de ações, que não costumam existir em mercados maiores e mais desenvolvidos, como o americano.

As ações preferenciais não dão direito a voto, entretanto a liquidez é maior e o investidor tem preferência no recebimento dos dividendos da empresa – que costumam ter valor fixo. Além disso, são os primeiros a serem pagos em caso de falência.

Outro detalhe importante é que as PNs são ações exigíveis. Ou seja, a empresa pode comprá-las de volta a qualquer momento. É quase como se o investidor estivesse emprestando dinheiro para a empresa, com um papel em garantia.

Por que investir na bolsa de valores?

Com todos esses nomes e siglas a bolsa de valores parece um campo complexo para pequenos investidores, que preferem deixar seus recursos em aplicações mais conservadoras.

Pior: há quem prefira simplesmente guardar suas reservas na poupança, com rentabilidade abaixo da inflação, do que procurar opções mais interessantes para fazer o dinheiro render de verdade.

Mas temos alguns motivos que vão te convencer a reconsiderar a bolsa de valores e dar os primeiros passos para comprar ações.

A bolsa de valores possui opções para todo tipo de investidor

Investidores conservadores ou arrojados conseguem comprar ações que oferecem riscos diferentes para cada perfil.

Além disso, a bolsa de valores possui uma diversidade de papéis, como fundos imobiliários, moedas e derivativos.

Ao comprar ações, o investidor obtém maior potencial de retorno

Investir na bolsa é uma opção que oferece um maior potencial de retorno para os investidores quando olhamos para um horizonte de longo prazo. A medida que a economia do país cresce, a bolsa tende a crescer junto.

Além disso, o investidor participa dos dividendos da empresa, conseguindo muitas vezes uma fonte de renda periódica constante.

Você conquistar a independência financeira que você sempre sonhou

Com planejamento e pesquisa – para realizar os investimentos adequados – é possível viver com independência financeira e mais tranquilidade.

Apesar dos riscos envolvidos na transação, é possível comprar ações com mais segurança, estudando quais são as empresas mais sólidas para investir.

Todo negócio financeiro envolve risco, mas quanto mais organização você colocar na sua vida, mais seguro será o seu investimento.

Você pode ter mais tempo para aproveitar a vida

Os rendimentos que a bolsa proporciona podem virar um meio de vida e você vai ter mais tempo para viver do jeito que sempre quis: aproveitando a sua família, estudando, viajando e muito mais.

Por isso, investir em ações é o sonho de muito gente. E você pode realizá-lo sem fórmulas mágicas: apenas com dedicação e conhecimento.

Como investir na bolsa de valores com pouco dinheiro?

Os investidores iniciantes podem ficar despreocupados: dá para comprar ações com pouco dinheiro e começar a investir na bolsa sem a necessidade de grandes aportes.

Uma opção interessante são os fundos de ações. Eles são o modo mais fácil para quem quer começar.

Basicamente, os fundos de ações são um fundo administrado por um gestor profissional, que vai definir as melhores empresas e papéis para alocar os recursos dos investidores.

É uma maneira excelente de iniciar a jornada no mercado de ações. Você pode acompanhar os altos e baixos do setor, mas sem demandar grandes conhecimentos.

Basta abrir uma conta em uma corretora, investir o fundo que mais se adequa ao seu perfil de risco e financeiro e depois acompanhar os seus rendimentos. E você pode começar com apenas R$ 100.

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Como investir na bolsa de valores passo a passo

Agora sim, mão à obra! Veja nosso passo a passo para começar a investir em ações.

1.   Tenha paciência e dedicação

Antes de começar, tenha em mente que transações financeiras têm riscos agregados. Por isso, não queira ganhar muito logo de cara.

Para investidores iniciantes, a bolsa exige dedicação, muito estudo e paciência. Analise com cuidado todas as opções e comece investindo quantias menores e em opções mais conservadoras.

Deixe os negócios mais arriscados (e potencialmente mais rentáveis) para quando tiver mais prática nesse tipo de negociação.

2.   Abra uma conta de investimentos

Tendo em mente os benefícios e riscos de comprar ações, abra uma conta de investimentos.

Estude os custos envolvidos, a rentabilidade e quanto de dinheiro você tem para investir. Isso vai fazer toda a diferença em quanto você realmente vai ganhar no fim das contas.

3.   Transfira dinheiro para a sua conta e escolha como investir

Pode parecer um passo óbvio, mas é importante colocar dinheiro na sua conta de investimento. Você pode fazer isso por transferência, via TED ou DOC.

Com esse dinheiro, você pode começar a comprar ações e títulos e até mesmo fazer vendas. Dependendo da corretora, é possível fazer isso pela internet, com muita praticidade.

Custos envolvidos na compra de ações

Para investir na bolsa, o acionista deve levar em consideração dois custos principais:

  • A taxa de corretagem, que é o custo com a compra e venda de ações;
  • E a taxa de custódia: basicamente uma taxa administrativa para seu dinheiro ficar investido na corretora.

Há ainda tributação de 15% de imposto de renda sobre o lucro com as ações. Em operações de compra e venda no mesmo dia, “day trade” em inglês, a alíquota sobe para 20%. Há também uma isenção tributária para vendas até R$ 20 mil por mês. No entanto, caso a venda supere os R$ 20 mil, o lucro deve ser calculado sobre o valor total.

Esteja ciente sobre os valores cobrados na corretora e comece hoje mesmo. Você vai se surpreender com o quanto o seu dinheiro pode render!

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