Dólar: Alta da moeda americana e como isso afeta sua vida

João Vitor dos Santos

Após o término da greve dos caminhoneiros, os desdobramentos do movimento grevista e a alta do dólar dominaram as discussões econômicas no Brasil. Movimentos estrangeiros, turbulências políticas internas, vamos entender o que está por trás da alta do moeda americana e de que maneira isso impacta a sua vida.

A alta do dólar

A alta do dólar foi um dos assuntos mais comentados ao longo das últimas semanas. Durante o mês de maio a moeda americana se valorizou fortemente frente ao real, chegando a casa dos R$3,90 ao longo da última semana. Entretanto, isso não é algo que afete somente o Brasil, a Argentina por exemplo viu seu câmbio se desvalorizar em relação à moeda americana em cerca de 10,29% de janeiro a maio.

Outro país que também observou esta desvalorização foi a Rússia que no acumulado dos cinco primeiros meses do ano perdeu 8,97% de seu valor ante o dólar.

Como a alta do dólar afeta a minha vida?

Muda e muda bastante, fortes movimentos de desvalorização da moeda nacional acabam provocando reflexos que podem ser facilmente sentidos por todos. Um exemplo prático de como a alta do dólar afeta sua vida é no preço de produtos os quais o Brasil é importador, como o trigo, que acaba encarecendo o pão francês, ou a gasolina, que passou por uma revisão em seu reajuste de preços em 2016 e tem seu preço atrelado ao preço do petróleo no mundo, e até mesmo no preço de remédios que é afetado pela importação de insumos necessários a fabricação dos mesmos.

Se por um lado este movimento parece ser ruim para a maioria das pessoas, há quem comemore esses acontecimentos. Exportadores de commodities minerais e agrícolas têm ganhos substanciais quando a moeda americana aumenta seu valor, ocasionando ganhos de rentabilidade ao setor.

O que está por trás desse aumento do dólar?

Sinalização do Banco central dos Estados Unidos

A sinalização do Banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) de que pode aumentar sua taxa de juros é um exemplo. Quando os EUA fazem um movimento como este ele leva consigo investidores que vão atrás dos títulos da dívida americana, considerado o mais seguro do mundo. Como reflexo deste movimento, países emergentes acabam observando a redução de capital estrangeiro em suas economias.

Eleições

Outro evento importante neste cenário são as eleições de outubro , com o cenário de incerteza inerente a pleitos políticos e a presença de candidatos pouco alinhados com o mercado na liderança das pesquisas, a imprevisibilidade faz com que investidores olhem com desconfiança para o Brasil.

Corte da taxa básica de juros

Outro componente também foi a quebra de expectativas proporcionada pela entrevista do presidente do Banco Central do Brasil Ilan Goldfajn quando deu a entender em entrevista no dia 08/05 a Globo News que a taxa básica do país viria a sofrer mais um corte, fato este que não foi observado na reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) no dia 16/05, quando a taxa básica de juros (SELIC), foi mantida em 6,50% ao ano.

Diante deste cenário, o BC resolveu se mexer na tentativa de conter a escalada da moeda americana, e então passou a oferecer maior quantidade de dólares no mercado de cambio futuro por meio dos chamados swaps cambiais, triplicando a oferta dos mesmos. A intenção aqui não seria obter uma queda do câmbio, mas sim conter sua escalada e estabiliza-lo em um novo patamar. 

Greve dos caminhoneiros no Brasil

Por último o fato mais recente dos noticiários, a greve dos caminhoneiros também é vista com preocupação por investidores, as concessões feitas pelo governo ao movimento grevista impactam de maneira considerável o orçamento do governo brasileiro além de ter colocado a independência da Petrobrás em relação ao governo em cheque.

Os fatos que levaram a paralisação dos caminhoneiros assim como seus impactos sobre a economia de uma maneira geral podem ser melhor explicados em outros posts do blog da Monetus: Greve dos caminhoneiros: as estradas que levaram a paralisação do país e Efeitos da política de preço mínimo do frete no Brasil.

É possível observar que a moeda brasileira está sujeita a alguns fatores importantes, e é certo que há outras variáveis que influenciam o câmbio que não o cenário político e o ambiente externo, entretanto, são variáveis de muita importância para o país e isso pode ser facilmente sentido em momentos de turbulência como este.

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