Fundos de Renda Fixa: o que são, como funcionam e qual o rendimento?

Lucas de Lima
           

Fundos de Renda Fixa: o que são, como funcionam e qual o rendimento?

Você possui algum excedente financeiro no final do mês e tem o desejo de aumentar a sua renda? O universo dos investimentos pode ser uma opção tentadora e cheia de oportunidades.

Por isso uma dúvida frequente que existe é:

“Qual a melhor opção para colocar o meu dinheiro?”

A resposta para essa pergunta pode mudar muito de acordo com o perfil da pessoa que está investindo.

Existem aqueles que optam por ter um alto risco e aplicam grande parte de seus ativos na bolsa de valores, através de títulos de renda variável.

Outros têm preferência por um investimento mais seguro, como uma poupança ou fundos de investimento.

Porém existem formas de investimento com rendimentos maiores que a poupança que podem ser proveitosas para ambos os perfis.

Nos dias atuais, investir na poupança é similar a guardar seu dinheiro embaixo do colchão em casa. Você não irá perdê-lo, mas também não vai ver ele crescer, e, corre o risco de vê-lo desvalorizar em alguns casos.

Sendo assim, qualquer pessoa que deseja cuidar do seu dinheiro precisa conhecer os investimentos em Renda Fixa. O motivo é simples:

Essa é a melhor forma de investir com segurança, tendo resultados de crescimento.

Dentro desse contexto, existem os Fundos de Renda Fixa. Visto que os juros estão cada vez mais baixos e existe uma infinidade de opções no mercado, é fundamental conhecer o contexto de cada fundo, as diferenças e rendimentos que cada um oferece, e os riscos envolvidos para tomar a sua decisão.

Os conhecimentos adquiridos com esse artigo também pode te ajudar a entender o funcionamento de outros tipos de fundos, como o de multimercados, de ações e os cambiais.

Nesse post falaremos tudo o que você precisa saber sobre fundos de renda fixa.

Deixo aqui também o link para nosso comparador de fundos de investimentos da Monetus. Ele é alimentado com mais de 25 mil fundos de investimento do Brasil, e você pode fazer filtragens para achar qual o melhor fundo de investimento para o seu perfil e suas particularidades em tempo real.

O que são os fundos de renda fixa

Primeiramente, é necessário esclarecer que os fundos de renda fixa são uma categoria dentro da variedade de fundos de investimentos existentes.

Esses fundos devem manter obrigatoriamente 80% da sua carteira em aplicações de renda fixa. Porém existem diversos tipos de ativos nessa modalidade como:

  • Títulos do Tesouro Direto
  • CDB Pré fixado
  • CDB pós fixado
  • LCI ou LCI/LCA.
  • Debêntures
  • Letras de Câmbio
  • CRI/CRA
  • Poupança
  • Entre outros…

Isso faz com que os gestores de  fundos de renda fixa possam escolher com grande liberdade os ativos em que vão investir.

Como consequência da alavancagem que cada ativo pode gerar, é possível encontrar os mais diversos desempenhos. Porém todos são comparados às taxas de juros do mercado como a taxa Selic, ou os índices de inflação considerados principais no mercado.

Essa característica se assemelha aos Fundos DI, que mantém um comportamento mais padronizado, se diferenciando principalmente apenas pelas taxas de administração.

O investidor que aplica dinheiro nessa modalidade de fundo se torna um “cotista”.

Todas as aplicações dos diversos participantes são direcionados a vários tipos de ativos, como os citados acima.

O objetivo principal é, garantindo a segurança do investimento, buscar melhores retornos,  garantindo uma previsibilidade de resultados que um ativo de renda variável não oferece, por exemplo.

Quais os tipos de fundos de Renda Fixa?

Simples

O Fundo simples, como o nome já diz, foi pensado como uma alternativa segura e de baixo custo.

Ele visa atender pequenos investidores e iniciantes no mercado de capitais.

Cerca de 95% da carteira deve ser composto por títulos públicos federais ou instituições que apresentam um risco de crédito baixo. Como consequência,  ele colabora para o aumento da taxa de poupança do país.

O gestor deve utilizar uma estratégia de investimento visando proteger o fundo contra investimentos que possam gerar volatilidade e perdas.

Sendo assim a concentração dos ativos não pode ser alocada em crédito privado, nem em investimentos no exterior.

Para reduzir os custos, todos os documentos e informações do fundo devem ser  disponibilizados em forma de condomínio aberto, constituídos preferencialmente por meio eletrônico.

Além disso, para ingressar nessa modalidade de fundo também é simples, para facilitar o acesso dos investidores. Por isso, são dispensadas burocracias como:

  • Assinatura do termo de adesão e ciência de risco
  • Verificação do perfil do cliente em adequação com o investimento caso ele não possua (suitability)

Em resumo: baixíssimo risco e de fácil acesso.

Curto Prazo

O vencimento dos títulos que compõem a carteira dessa modalidade são menores, tendo um limite de 375 dias. Além disso o prazo médio da carteira inferior é de 60 dias.

Assim como nos fundos de renda variável, existem certas limitações que o gestor pode investir para manter o baixo risco. Dentre eles se encontram:

  • Títulos públicos federais ou privados – pré-fixados;
  • Títulos públicos federais ou privados – Indexados a taxa SELIC, Taxa de Juros ou a Índices de preços;
  • Títulos privados com baixo risco de crédito;
  • Cotas de fundos de índice que são aplicadas nesse tipo de títulos;
  • Operações que sejam lastreadas em títulos do governo.

Por ser um investimento de curto prazo, suas cotas são menos sensíveis a oscilações das taxas de juros.

Por isso eles são considerados conservadores quanto ao risco.

Longo Prazo

Esse fundo possui uma flexibilidade e risco um pouco maior, por ser mais afetado à taxa de juros se comparado ao fundo de Curto Prazo.

Em contrapartida, a chance de rentabilidade tende a ser maior. A média do vencimento da carteira fica acima de 365 dias.

Os fundos de longo prazo podem ter tanto títulos públicos quanto privados, sendo eles pós ou prefixados.

Referenciado

Este fundo de renda fixa visa buscar a rentabilidade através de um índice de referência (benchmark).

Tal indicador pode ser um índice de mercado ou uma taxa de juros como o IPCA ou a Selic por exemplo.

Com essa premissa, o gestor deve alocar no mínimo 95% da carteira em ativos que estejam indexados ao índice selecionado.

Além disso, com o objetivo de preservar da aplicação, 80% do patrimônio líquido só pode ser investido em:

  • Títulos públicos federais;
  • Ativos de renda fixa definidos como de baixo risco de crédito;
  • Cotas de fundos de índice – Desde que eles invistam em ativos que possuam essas características

No curto prazo, costumam apresentar mais variações de rentabilidade.

O Fundo DI, é o fundo referenciado mais popular no mercado de capitais.

Seu propósito é de acompanhar a variação diária das taxas de juros que são praticadas no mercado interbancário.

A sensibilidade às variações nas taxas de juros é um pouco maior se comparados aos de curto prazo.

Porém essa modalidade ainda é considerada de baixo risco.

Dívida Externa

Via de regra, o gestor deste fundo não pode realizar a alocação de ativos de outro país em sua carteira.

Existem algumas exceções previstas em regulamentação. Um exemplo é aplicação de recursos remanescentes de operações com derivativos visando a proteção da carteira.

Outro ponto é que devem ser mantidos no mínimo 80% do patrimônio em títulos da dívida externa sob responsabilidade da União.

Crédito Privado

O risco desse fundo é considerado um pouco maior e mais flexível.

Isso ocorre devido a carteira deve possuir 50% dos ativos aplicados em títulos privados como debêntures e CDBs.

O restante da carteira pode conter tanto títulos públicos quando derivativos.

Quais taxas e impostos são cobrados dos Fundos de Renda Fixa?

Antes de investir é imprescindível conhecer as taxas e tributações sobre os fundos de renda fixa, e como elas são cobradas. Isso porque esses custos podem comprometer a rentabilidade potencial que a sua aplicação poderia render.  

IOF

A sigla se refere ao Imposto sobre Operações Financeiras. É uma taxa incidente sobre as cotas adquiridas nos primeiros 30 dias em que o investimento é realizado.

A alíquota de IOF é de 0,5% ao dia sobre a rentabilidade.

A cobrança ocorre caso o resgate ocorra antes do prazo de carência do rendimento (30 dias).

Imposto de Renda

Apelidado carinhosamente como o leão da receita federal, O IR possui uma cobrança regressiva.

Durante os meses de Maio e Novembro, todos os anos, o Imposto de Renda é cobrado de forma automática. Vale ressaltar que no caso de um fundo de investimento, ele só incide sobre o valor dos rendimentos.

O ponto chave é: quanto maior o tempo em que a sua aplicação está investida, menor será a alíquota cobrada sobre os seus rendimentos.

Em resumo, Prazo/Alíquota (%):

  • Até 180 dias           / 22,5
  • 181 – 360 dias        / 20,0
  • 360 – 720 dias        / 17,5
  • Acima de 720 dias /  15,0

Taxa de administração

Esse é um ponto crucial no momento de avaliar qual será a sua escolha de investimento. Pois cada fundo cobra uma taxa diferente para a administração da sua aplicação.

O destino dessa taxa é cobrir a estrutura da instituição emissora do fundo, além de realizar o pagamento do gestor.

É interessante realizar uma pesquisa por na balança o custo benefício de cada fundo.

Existem instituições que cobram altas taxas porém possuem a rentabilidade bem elevada. Em contrapartida, podemos observar fundos que mesmo cobrando altas taxas, não possuem rendimentos significativos.

A maioria dos fundos bancários se encaixam nesse segundo caso, então fique atento, não caia no papo do seu gerente de banco e procure um fundo em instituições privadas com valores realmente interessantes.

Taxa de performance

Existe a possibilidade dos fundos de renda fixa cobrarem taxas sobre os rendimentos.

Geralmente a taxa ocorre quando o fundo supera o benchmark, isto é, resulta em uma rentabilidade acima da meta estipulada previamente entre os gestores do fundo.

Porém, existem diversos fundos que não cobram esta taxa. Mais uma vez, é importante analisar o custo benefício do fundo em relação as suas taxas.

Devo investir em fundos de Renda Fixa?

Para que um investimento se adeque às suas necessidades sempre é necessário realizar uma análise de suas vantagens e desvantagens. Com os fundos de Renda fixa não é diferente.

Vantagens

  • O fundo de renda fixa trás uma diversificação interessante, já que por meio dele você tem acesso a vários ativos em uma única aplicação. Além disso, você tem a possibilidade de realizar um Aporte Mínimo de R$500,00 para se tornar o cotista de uma instituição. Isso te dá a possibilidade de aplicar em diversos segmentos portfólios ao mesmo tempo.
  • Essa modalidade não tem a necessidade de um acompanhamento diário dos seus cotistas. Por isso ele pode ser considerado Prático para quem não tem muito tempo disponível.
  • A Rentabilidade de muitos fundos é superior ao CDI, e atrelado a Segurança de uma aplicação de renda fixa, pode ser uma boa opção.
  • O seu dinheiro está acompanhado de uma Gestão com Profissionais experientes. Com isso você não tem que se preocupar em comprar ou vender ativos.
  • Existem alguns fundos que possuem resgate em D+0 ( sendo “D” o nº de dias úteis, ou corridos para você receber seu dinheiro alocado). Isso faz com que a seja possível solicitar e receber o dinheiro investido de volta no mesmo dia. Essa característica é chamada de Liquidez diária e através dela os fundos de investimento em renda fixa se tornem uma boa opção como Reserva de Emergência.

Não posso esquecer de citar que também existem fundos atrelados à inflação. Essa pode ser uma opção interessante para quem visa a Aposentadoria e procura proteger o seu poder de compra do seu dinheiro no longo prazo.

Desvantagens

  • Apenas o gestor do fundo pode manusear a compra e venda de ativos. Em outras palavras, os cotistas não podem alterar a composição do fundo.
  • Essa modalidade de investimento sofre com o chamado Come-Cotas. Em virtude da tributação do IR (Imposto de renda), algumas cotas do seu investimento são perdidas em maio e novembro durante o ano.
  • Existem diversos tributos incidindo sobre o fundo, como IOF, taxa de administração e em alguns casos a de performance.
  • Outro ponto é que o fundo de renda fixa não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).  Em resumo se trata de uma proteção total de  investimentos que possuem caso a instituição quebre, para valores abaixo de R$250.000,00 por CPF e por instituição financeira.
  • Ao mesmo tempo, podem existir altos riscos caso a instituição emissora dos ativos tenha risco de crédito.

Quando Investir

Se você aceita um risco considerado pequeno em troca de um ganho acima do CDI, é interessante investir num fundo de renda fixa.

O risco que existe está ligado a porção investida em ativos de crédito ( 0% – 20% dependendo do fundo). Em outras palavras, é a parte de aplicação em empresas que possam ter uma renda variável.

Esses ativos são divididos em títulos de crédito de no mínimo 10 grandes organizações dos mais variados segmentos.

O títulos de crédito em resumo, são papéis que representam obrigações de pagamento. Em algum momento essas empresas podem atrasar o pagamento de suas dívidas. Como consequência a rentabilidade do fundo pode ser prejudicada.

Conclusões

  • Os investimentos de Renda fixa possuem uma maior rentabilidade que a poupança e são tão seguros quanto ela.
  • Os títulos mais recorrentes e aplicados são o Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA.
  • No Tesouro Direto e no CDB, o IR só será cobrado quando o investidor resgatar o dinheiro.
  • A LCI e LCA são títulos isentos de Imposto de Renda.
  • Essas aplicações funcionam de forma simples: para captar dinheiro, o governo, empresas e bancos emitem títulos. Como troca, quem investiu recebe o seu dinheiro devolta com juros caso a empresa tenha bons resultados.
  • Existem diversas estratégias para investir em Renda Fixa e a combinação de diferentes títulos pode ser mais segura e mais rentável.
  • O fundo de renda fixa, realiza essa combinação de títulos por meio da gestão de profissionais, o que aumenta a segurança do investimento.

Como investir em fundos de Renda Fixa

Depois de conhecer o funcionamento do Fundo de Renda Fixa, é hora de saber como é fácil ser um cotista hoje mesmo!

1. Crie uma conta na Monetus

Através da Monetus, você consegue investir em nosso fundo de renda fixa que rende atualmente em torno de 110% do CDI.

Uma rentabilidade excelente se comparada aos demais fundos do mercado que oferecem liquidez e resgate diários.

Além disso você recebe todo o suporte e atendimento da nossa equipe para que seja realizado o melhor investimento.

Uma ótima vantagem é que você também conta com uma Liquidez diária, ou seja, os lucros são auferidos dia a dia e você pode sacar quando quiser.

O cadastro na Monetus é muito simples, é só seguir os passos inserindo seus dados pessoais e respondendo algumas perguntas que vão te ajudar a definir qual o melhor investimento para seus objetivos.

2. Defina o valor do seu investimento

Antes de se tornar cotista de um fundo,  você precisa definir a quantidade desejada que irá investir e realizar uma transferência via TED, do seu banco para a sua conta da corretora Monetus.

3. Escolha um  fundo de renda fixa

Depois é só escolher entre as opções disponíveis o fundo que vai definir o rumo do seu dinheiro. Essa etapa é a mais importante, então você pode realizá-la com calma, simulando operações e testando a ideal para você.

Caso você queira uma consultoria para conversar mais sobre investimentos, é só agendar um horário com nossos assessores financeiros.

Ao final você terá aplicado em um fundo de renda fixa! Esse é um grande passo, fazendo o seu dinheiro começar a trabalhar por você, buscando a multiplicação do seu patrimônio.

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