Fundos DI: o que são e como funcionam?

João Vitor dos Santos
                 

Você sabe o que são fundos DI? Se em algum momento da sua vida você se deparou com a decisão de onde investir seu dinheiro, com certeza já ouviu falar nessa aplicação financeira. Mas, afinal de contas, o que é um fundo DI? No presente artigo você terá todas informações que precisa para saber sobre essa aplicação financeira. Veja aqui:

  • O que são fundos DI?
  • Diferenças entre fundos DI e Renda Fixa
  • Vantagens e desvantagens da aplicação
  • Fundos DI vs outras aplicações
  • Como investir em fundos DI

O que são fundos DI?

Fundos DI nada mais são que aplicações financeiras de renda fixa, pós fixados, que possuem na composição de suas carteiras quase que a totalidade de seus ativos alocados em a títulos atrelados a SELIC ou CDI, tanto de instituições públicas quanto privadas de baixo risco.

É muito comum que grande parte dos títulos públicos presentes nesses fundos sejam do Tesouro Selic. Dada as características mencionadas anteriormente, essas aplicações possuem uma solidez/segurança que acabam as conferindo um baixo risco, quase igual o da poupança, só que com melhores remunerações em muitos casos.

Vale a pena ressaltar que fundos DI, são apenas uma das categorias de fundos de investimento. Nesse post fazemos um resumo detalhado sobre o que é um fundo de investimento e sobre cada um dos tipos de fundos que existem.

Caso você queira ver quais são os rendimentos e rentabilidades históricas dos diversos tipos de fundo de investimento do Brasil, vou deixar aqui para você o link do nosso comparador. 

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Diferenças entre fundos DI e fundos de Renda Fixa

Como mencionado anteriormente, os fundos DI são uma modalidade de renda fixa com rendimentos pós fixados, ou seja, o individuo não sabe qual será o rendimento no momento em que se faz a aplicação, uma vez que, a mesma está atrelada a taxas que podem oscilar com o tempo.

A principal e crucial diferença entre fundos DI e outros fundos de renda fixa se da na variação dos riscos implícitos a essas aplicações. Por investir somente em títulos pós-fixados, dificilmente se terá alguma surpresa desagradável com fundos DI.

Entretanto, outros fundos de renda fixa apresentam em suas carteiras títulos pré-fixados, onde conhece-se a remuneração ou parte dela no ato da aplicação. Se o investidor não estiver atento, pode acabar auferindo rendimentos inferiores ao planejado.

Vejamos esse exemplo: um investidor sem tanto conhecimento decide aplicar seu dinheiro em um título pré-fixado em um contexto de alta da taxa de juros, em decorrência por exemplo de um aumento da inflação. O título pré-fixado trará prejuízos ao contratante, ao passo que o título pós-fixado o resguardaria disso.

Não se trata de condenar títulos pré-fixados, o que se quer é chamar atenção para o fato de estar atento ao contexto em que se está inserido.

Principais características dos fundos DI

Agora que já sabemos o que são os fundos DI e como eles diferenciam de outros fundos de renda fixa, vamos entender melhor suas vantagens e desvantagens, rentabilidade, custos, tributação e uma comparação com outras aplicações financeiras.

Vantagens de fundos DI

  • Liquidez diária
  • Investimento inicial baixo
  • Baixo risco
  • Apesar de não serem cobertos pelo FGC, o montante investido é dissociado juridicamente do patrimônio do banco, se o banco falir, não há perda.

Desvantagens de fundos DI

  • Dificilmente supera o rendimento de índices que buscam replicar
  • Não é coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito)
  • Incidência de imposto de renda
  • Cobrança de taxa de administração e come-cotas

 Rentabilidade

Como mencionado anteriormente, os fundos DI costumam replicar rendimentos de taxas do mercado, como a SELIC e o CDI. Abaixo selecionamos alguns fundos DI de bancos comerciais, com taxas de administração similares (variam de 2% a 0,5%) e o comparamos com o rendimento do CDI nos últimos 12 meses.

Tabela comparativa da rentabilidade dos fundos di

É de fácil observação que os fundos analisados em nenhum momento superam o CDI. O que corrobora o que foi dito anteriormente. Eles buscam replicar índices, porém há alguns fatores que acabam corroendo a reprodução integral dos mesmos e é o que veremos a seguir.

Taxas de administração, come-cotas e IOF

O primeiro e mais importante custo associado a esse tipo de aplicação são as taxas de administração. Essas podem variar de 0,5% a 4% a.a. fazendo com que a rentabilidade da aplicação sofra perda de rendimento, podendo faze-la render menos que aplicações mais simples como a poupança.

Outro custo importante é o come-cotas, uma vez que atrapalha um pouco a rentabilidade nos fundos de investimento em que é cobrada. O come-cotas consiste no recolhimento antecipada do IR pela Receita Federal, que acontece semestralmente.

Há também cobrança de IOF até 30 dias depois do aporte inicial, como ocorre em quase todas aplicações financeiras.

Tributação

Nesse tipo de investimento, a cobrança de IR acontece no momento do resgate, incidindo sobre a rentabilidade total, seguindo a tabela abaixo.

Tabela de tributação dos fundos di

Fundos DI vs outras aplicações

DI vs Poupança

A poupança é a modalidade de aplicação financeira mais popular no Brasil, há uma crença correta em relação a sua segurança, entretanto, o desconhecimento de outras aplicações faz com que as pessoas acabem auferindo rendimentos aquém do que é possível com um risco semelhante.

Fundos DI também possuem risco baixo, mas contam com liquidez diária, diferentemente da poupança que só confere os rendimentos no “aniversário” da aplicação, ou seja, pode haver perda de rendimento ao se retirar dinheiro na data errada.

Outro ponto interessante é que, a depender do cenário econômico em questão, a poupança pode acabar rendendo menos que a inflação em determinados períodos, ou seja, o investidor pode acabar perdendo dinheiro, o que é mais difícil de acontecer em aplicações pós-fixadas como os fundos DI.

DI vs CDB

O CDB é um título de renda fixa emitido por bancos privados, ao se investir em um CDB empresta-se dinheiro para uma instituição que irá remunera-lo de acordo com o combinado na contratação, podem ser pré ou pós fixados.

São aplicações com baixo risco e, que são cobertas pelo Fundo garantidor de crédito (fundos DI não são cobertos) para valores de até R$250 mil.

Esse tipo de aplicação é mais recomendado para médio e longo prazo pois o resgate antecipado pode onerar os rendimentos (diferente dos fundos DI).

DI vs Tesouro Direto

O tesouro direto é uma boa opção de aplicação quando comparados aos fundos DI.  Pois, também é uma modalidade onde o investimento inicial é baixo, e o investimento também é de baixo risco. Como diferencial para o Tesouro Direto temos a facilidade da plataforma online do tesouro direto para realizar as operações, e ainda a possibilidade de utilização dos títulos como margem de garantia para operação na bolsa de valores.

Seu lado negativo se dá na cobrança de taxa de custódia (0,30% a.a.), taxa de negociação por operação (0,10%) e taxa de administração (definida pela corretora).

Como investir em fundos DI

Para investir em Fundos DI, você precisa buscar abrir conta em uma corretora e analisar quais são as melhores opções no mercado. Uma vez cadastrado na corretora, você vai ter diversas opções e precisará descobrir qual encaixa melhor no seu perfil, e qual tem maior rentabilidade.

Se você se interessou em aplicar em fundos DI, mas quer um aconselhamento na hora de escolher qual fundo. Ou ainda, busca conhecer outras oportunidades de investimento, nós da Monetus oferecemos o suporte necessário para isso. Agende um atendimento com nossos assessores financeiros através do link e descubra como valorizar mais seu capital.

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