Saiba tudo sobre investimentos em % de CDI

Luciana Pimenta
                 

Vamos combinar: dar os primeiros passos na área de aplicações financeiras pode parecer um tanto quanto complicado. CBD. RDC. Fundo DI. CDI. É tanta sigla, código e palavra nova – além de todos os números envolvidos no processo – que a gente acaba se confundindo. Mas a Monetus está aqui para descomplicar a vida do investidor e vai te ensinar tudo sobre investimentos atrelados ao CDI

Não sabe o que é isso? Continue a leitura desse artigo e aprenda tudo o que precisa saber para aplicar o seu dinheiro com rendimentos mais interessantes.

Investimentos atrelados ao CDI: Descubra o segredo por trás daquele x% do CDI.

Para falar sobre investimentos em % de CDI, precisamos antes explicar que CDI é a sigla de Certificado de Depósito Interbancário. Isto é, são títulos emitidos pelo banco e demais instituições financeiras para serem emprestados para outras instituições, com prazo de 1 dia. Isso porque todas precisam fechar o dia com saldo positivo, segundo regra do Banco Central.

Exemplo: o banco A teve um volume de saque acima do esperado, superando o total de depósitos. Para fechar os balanços em conformidade com as normas do Banco Central, ele pega emprestado esse valor (que seria negativo) com o banco B.

Essas negociações só podem ser feitas entre instituições financeiras para cobrir fluxos de caixas.

Mas qual a relação do CDI com os investimentos financeiros?

Por serem muito usados no dia a dia, os títulos de CDI acabaram se tornando uma referência no mercado financeiro. Suas taxas são usadas como um indexador para vários tipos de investimento.

Também não sabe o que são indexadores? São os índices que servem de base para calcular a remuneração do dinheiro aplicado em bancos ou títulos do governo por exemplo. A taxa de juros sobre o valor aplicado é muitas vezes calculada usando esses indexadores, e os principais são:

  • a taxa Selic,
  • o CDI e
  • o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor).

A taxa média do CDI é calculada a partir das operações interbancárias de um dia e tem valor próximo à Selic. É muito utilizada em fundos de renda fixa que buscam alocar a maior parte dos seus investimentos em títulos públicos e privados de baixo risco.

No dia a dia, funciona assim: seu banco (ou corretora) vai informar que determinado investimento possui juros, por exemplo, de 95% sobre o CDI. Em janeiro de 2018, o índice era de 0,58. Portanto, essa aplicação teria rentabilidade de aproximadamente 0,55% ao mês.

Como funciona a renda fixa em relação ao CDI?

Para exemplificar melhor o uso do CDI como um índice de referência para as aplicações, vamos te explicar a dinâmica da renda fixa.

Os investimentos em renda fixa são títulos que proporcionam rendimentos com remuneração determinada na hora da aplicação ou do resgate.

É como se você estivesse emprestando dinheiro para uma instituição e recebesse de volta com juros e correção.

Investimentos atrelados ao CDI

Grande parte dos investimentos pós-fixados usam como base de cálculo para a remuneração o índice do CDI.

Alguns dos mais conhecidos são: CDB (Certificado de Depósito Bancário – o nome é parecido, mas na prática são coisas bem diferentes. Saiba mais sobre ele aqui.); LCA (Letra de Crédito do Agronegócio); e LCI (Letra do Crédito Imobiliário).

A taxa varia de um banco para o outro, com o CDB rendendo, por exemplo, entre 80% e 120% do CDI. A diferença depende da instituição que oferece os CDBs e dos prazos para resgate.

Diferenças entre investimentos pré e pós-fixados

Os investimentos em renda fixa estão disponíveis em duas modalidades: pré e pós-fixado e a taxa de juros está relacionada ao tipo escolhido pelo aplicador.

Prefixados

Os títulos prefixados são aqueles em que o investidor sabe exatamente o quanto vai resgatar ao fim do período da aplicação. Ou seja: ou rendimentos são definidos na hora de investir os recursos e a rentabilidade não sofre variação, independentemente do cenário econômico do país.

Ou seja, se na hora de fechar o contrato do investimento o valor prefixado for de 10% ao ano, esse valor não muda caso o investidor mantenha o título até o vencimento. Assim, essa aplicação é recomendada para investidores com um horizonte de investimentos de médio a longo prazo.

Pós-fixados

Os títulos de renda fixa pós-fixado estão diretamente ligados à variação do indexador. No caso de títulos como CDB, LCI e LCA, os juros são uma % do CDI e o valor real da remuneração só é conhecido na hora do resgate.

Um exemplo: em janeiro de 2017, o CDI estava em 1,04%. Um ano depois, com os sucessivos cortes na taxa Selic, caiu para 0,58% ao mês. Quem investiu R$ 10 mil em um CDB com retorno de 112% do CDI esperando juros de 1,16% ao mês, agora conta com 0,64%.

Como o CDI está diretamente correlacionado com a taxa Selic, temos que quando a taxa de juros está em baixa os retornos dos CDBs pós-fixados também tem sua rentabilidade afetada.

Investimentos de renda fixa atrelados à inflação

Um terceiro modelo de aplicação em renda fixa são os títulos indexados à inflação. Essa modalidade alia um dos conceitos do pré e do pós-fixado para calcular seus rendimentos.

O CDB IPCA é um tipo de título indexado à inflação. Ele possui uma taxa fixa anual, algo em torno de 6%, mais a taxa variável, atrelado ao IPCA. Deu para entender?

Embora não saiba exatamente qual será o rendimento, o investidor tem o conforto de saber de antemão que seu dinheiro será corrigido pela inflação no período, ajudando assim a maximizar seus ganhos reais.

Fundos de renda fixa também são atrelados ao CDI?

Os fundos de renda fixa são uma opção para investidores que ainda não têm um volume muito grande de recursos para investir ou tem um perfil mais conservador e preferem colocar seu dinheiro sob os cuidados de terceiros.

Basicamente, esses fundos são um coletivo de investidores chamados de cotistas. O fundo é composto por uma carteira de investimentos diversificadas e conta com um gestor especializado, que vai definir a melhor maneira de alocar os recursos do fundo, sempre com foco na melhor rentabilidade (e segurança) para os investidores.

Quem investe em fundos adquire cotas e não os ativos em si. Por isso, é possível começar a aplicado em fundos de renda fixa com valores a partir de R$ 200 (dependendo da instituição).

Também possuem rendimentos diferenciados, de acordo com a classificação do fundo.

Fundos simples

São aqueles que pelo menos 95% da carteira é composta de títulos públicos ou com o mesmo risco de crédito. As informações e documentos são divulgados em plataformas eletrônicas.

Fundos indexados

A rentabilidade é atrelada a um indexador, como o CDI ou IPCA. Assim, o gestor do fundo procura comprar ativos que sigam o indexador escolhido.

Fundos de gestão ativa

São fundos que procuram superar o desempenho do seu indexador. Esses fundos usualmente assumem um risco maior com o objetivo de alcançar melhores retornos para os investidores. As estratégias variam de fundo para fundo, sendo que você pode encontrar desde fundos de renda fixa com baixa volatilidade – que acompanham de perto o CDI – ou mesmo fundos que oferecem possibilidades de retornos expressivos mas que possuem um alto grau de risco.

Outras considerações sobre investimentos atrelados ao CDI

Antes de investir o seu dinheiro em uma aplicação indexada ao CDI, você precisa levar em consideração outros fatores, além da taxa em si.

Quanto maior a rentabilidade, maior tende a ser o risco

Instituições menores costumam oferecer uma taxa de juros sobre os investimentos indexados ao CDI maior do a de instituições maiores e mais tradicionais.

Isso acontece porque a possibilidade de um banco grande não honrar com o pagamento dos juros e principal combinados no momento do investimento é muito pequena.

Faça uma pesquisa detalhada sobre a instituição em que vai investir e avalie os riscos envolvidos na operação.

Vários títulos de renda fixa têm garantia do FGC

A maioria dos títulos de renda fixa são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), um fundo privado que garante o pagamento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, caso a instituição financeira quebre. O FGC garante CDBs, LCIs, LCAs, depósitos em cadernetas de poupança entre outros.

Para que o pagamento aconteça, é necessário que a instituição faça parte desse fundo. A maioria dos bancos está incluídas no FGC, mas você pode verificar a lista de participantes e todos os ativos garantidos direto no site da entidade.

Investimentos em atrelados ao CDI podem ter incidência de IR

Os investimentos de renda fixa apresentam boa rentabilidade, entretanto, é preciso estar atento à incidência de Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos em alguns casos. LCIs e LCAs são investimentos isentos de IR, enquanto CDBs têm incidência de IR de acordo com a tabela regressiva abaixo.

A alíquota de IR é cobrada de acordo com o período da aplicação, seguindo os critérios abaixo:

  • Aplicações até 180 dias: 22,5%;
  • Aplicações de 181 a 360 dias: 20%;
  • Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • Aplicações acima de 720 dias: 15%.

Títulos públicos ou investimentos indexados?

Para entender qual o melhor tipo de investimento, é importante comparar a rentabilidade e os riscos envolvidos em cada um.

Os títulos públicos são considerados o modelo mais seguro de investimento do país e é possível começar com R$ 30 reais. Já os investimentos indexados ao CDI demandam aportes iniciais diferentes, dependendo de cada instituição – bem como possuem maior risco de crédito.

Para uma escolha segura, analise:

  • Seus objetivos;
  • O quanto você pode investir;
  • O quanto espera ganhar;
  • Os riscos de cada investimento;
  • E os custos envolvidos na operação.

Somente quando se coloca tudo na ponta do lápis é possível comparar e decidir de forma acertada, com base em estudos e não em achismos.

Você ainda pode contar com o suporte da Monetus, uma gestora digital de investimentos que te ajuda a escolher os melhores investimentos para o seu dinheiro. Você define seus objetivos e a gente te ajuda a alcançá-los. Conheça os nossos serviços e comece hoje mesmo a investir!

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