Previdência privada, tudo o que você precisa saber

Vitor Tito
                 

Esse é um guia completo sobre previdência privada. O que é? Como funciona? O que preciso saber sobre planos, taxas e tributação? Esse investimento vale a pena?

A gente promete que não vai ser uma aula chata. Se informar é a melhor coisa para fazer boas escolhas!

O que é Previdência privada?

A Previdencia privada é um investimento de longo prazo. Ela busca fornecer renda para aposentadoria, independência financeira, ou para complementar uma previdência pública do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por exemplo. Por isso às vezes é chamada de previdência complementar, afinal já sabemos que os rendimentos da previdência pública não são lá essas coisas. É uma escolha muito comum para quem quer poupar no longo prazo e para autônomos que não recebem qualquer benefício da previdência pública.

Como funciona a previdência privada?

As previdências privadas no Brasil são de responsabilidade de seguradoras e são fiscalizadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Elas são ofertadas em formatos de planos de previdência. Esses planos podem investir em um ou mais fundos de investimentos diferentes.

Em planos de previdência privada é possível escolher o valor e periodicidade da contribuição. O recebimento dos juros são recebidos de acordo com o período e valor da contribuição, obviamente. Uma outra diferença para a previdência pública é a possibilidade de resgate a qualquer momento.

É essencial entender sobre as taxas que podem incidir sobre seu capital, bem como o formato de tributação e regras de idade. Muito mais do que saber o que é PGBL ou VGBL, é necessário saber aonde o cliente é taxado e sobre a tábua atuarial desse plano.

Como escolher um plano?

Tipo de plano

Para saber qual plano de previdência é mais coerente para suas finanças, deve ser definido o regime tributário e o tipo do contrato. Existem dois formatos de planos.

Um PGBL (Plano Gerador de Beneficios Livres) é indicado para quem declara imposto de renda pelo modelo completo. Essas pessoas podem deduzir da base de cálculo de imposto até 12% da renda tributável. Atente-se, até 12% da renda!

O VGBL (Vida Gerador de Beneficios Livres) é indicado para quem utiliza declaração simplificada ou são isentas, e/ou investem mais que 12% de sua renda. Esse modelo não tem abatimentos no Imposto de Renda.

Então qual a principal diferença entre eles? A tributação do PGBL incide sobre o valor resgatado (ou seja, das aplicações e dos rendimentos), enquanto um VGBL incide apenas no ganho do investimento. Por exemplo, você aplicou R$200 mil num PGBL que agora soma R$450 mil. A tributação no resgate é sobre o valor total, de R$450 mil. A tributação de um VGBL seria sobre os rendimentos, ou seja, R$250 mil.

Isso significa que o VGBL é melhor, certo? Muitas vezes sim. Até porque pessoas com maior renda podem poupar mais do que 12% da própria renda. Nessas condições poderia ser interessante um misto entre PGBL e VGBL. A análise de um bom gestor deve levar em conta mais do que o modelo tributário e renda do cliente.

Regime tributário

Quanto ao regime tributário, é necessário definir a forma de tributação. Isso é, questionar se o cliente quer resgatar todo o valor de uma só vez, ou receber uma renda mensal após alguns anos.

Pelo regime Regressivo a tributação cai 5% a cada 2 anos após a primeira aplicação. Geralmente a melhor opção quando o cliente quer resgatar o valor todo de uma só vez.

A tributação Progressiva é uma tributação mínima de 15%, mas a pessoa deve fazer o ajuste do diferencial de alíquota, ou seja, a tabela progressiva é somada com a base de cálculo da sua renda tributável. Então se uma pessoa paga 27,5% de IR, que é a alíquota máxima no Brasil atualmente, ela terá que pagar mais 12,5% de ir, que juntos com os 15% pagos na fonte, daria o total de 27,5%. Essa é a escolha na maioria das vezes quando se quer uma renda mensal, e não o valor total imediatamente.

Em ambos os casos, a base de cálculo para IR é sobre o valor resgatado quando for um PGBL, e sobre os rendimentos quando se tratar de um VGBL.

Qual regime de tributação escolher?

Se o investimento for feito por um prazo maior que 10 anos, valerá a pena ser pelo regime regressivo, pois a alíquota seria de 10%, menor que os 15% mínimo do regime progressivo.

Caso o resgate seja feito por um prazo menor que 10 anos, o regime a escolher dependerá da alíquota de IR esperada para o momento de resgate.

Qual o rendimento da previdência privada?

O rendimento depende da performance do fundo de investimento que o plano de previdência aplica, o que varia muito tanto do perfil do fundo, se ele é mais conservador ou arrojado, e também da gestão e taxa de administração.

A tomada de decisão de onde aplicar relaciona-se com o perfil de investidor do cliente, se a pessoa tem um perfil mais arrojado que suporta maior risco dentro de suas aplicações, ou se é mais conservadora e prefere maior consistência nos ganhos.

Depois de muito analisar os fundos de previdência do Brasil conseguimos chegar a algumas conclusões. Normalmente os piores retornos estão nos fundos ofertados por bancos, que compõem 90% dos fundos de previdência do país.

Acreditamos que estes resultados são assim pois estes fundos tem uma taxa alta de gestão, pelo resultado que entregam, e por serem vendidos nos bancos, onde normalmente o fator rentabilidade não é muito decisivo na tomada de decisão. Isso porque instituições bancárias em geral limitam-se a oferecer planos de seu próprio portfólio, o que não é necessariamente o mais rentável ou com menores taxas.

E por falar em taxas, quais são elas?

Planos de previdência tem incidência de algumas taxas. Obviamente, não tem almoço grátis. Esse talvez seja um dos principais fatores ao escolher fazer um plano. Ou, ao contrário, perceber que planos de previdência não são tão vantajosos assim. As principais taxas são:

  • taxa de administração: é a remuneração do prestador de serviços, ou seja, da instituição que faz a gestão dos fundos que compõem o seu plano de previdência. Por exemplo, um fundo que cobra 2% de taxa de administração tem um custo de 2% do valor investido anualmente.
  • taxa de carregamento de entrada ou de saída: incide sobre cada nova aplicação que você faz no seu plano de previdência, ou sobre resgates. Se você aporta R$1000 num plano que tem 5% de taxa de carregamento, apenas R$950 são efetivamente aplicados, e R$50 ficam na mão da administradora, por exemplo.

Então saber muito bem o que você paga de taxas é essencial em qualquer serviço. Afinal não é nada interessante se encontrar numa armadilha, em que você esteja rodeado de taxas tão altas que o investimento realizado não te traz benefícios concretos.

Quem pode receber os benefícios de uma previdência?

Um plano de previdência pode ser resgatado de uma só vez ou mensalmente por um período. O cliente também pode determinar dependentes para receberem a renda em caso de morte ou invalidez. Então funciona também como uma forma de seguro.

E agora, como definir se a previdência privada é boa pra mim?

Há alguns anos, aplicações em fundos de previdência era geralmente ruins. Possuíam baixas rentabilidades e as taxas se multiplicavam para todos os lados. Nos últimos anos houve uma pequena melhora, mas ainda assim, é necessário considerar o papel dos bancos no fornecimento destes serviços, e a quantidade de taxas pagas por um plano.

Os bancos, principais gestores de previdência privada, oferecem para o cliente produtos do próprio banco. Nesse caso, há um desalinhamento de interesses entre a instituição e o cliente, ao passo que o produto que o banco oferta não necessariamente tem a melhor rentabilidade do mercado, ou é feita uma análise detalhada do perfil do cliente.

Além disso, ninguém quer ficar fazendo propaganda de taxas altas. Por isso é essencial saber o quanto da rentabilidade e das aplicações vai ser abocanhado pela gestão e suas aplicações no fundo de previdência.

A previdência pode ser uma opção para quem busca uma aposentadoria complementar e benefícios referentes ao pagamento de impostos, contribuição flexível e o fato dela não entrar em inventário, ou seja, ser facilmente transferível em caso de morte ou invalidez.

E se eu quiser mudar de fundo de previdência?

A portabilidade de previdência é o terror dos maus gestores. Sabe porque? Anteriormente o agressivo regime de tributação fazia com que um gestor não tivesse que se preocupar. Uma pessoa que adquirisse uma previdência privada nunca resgataria essa aplicação, pois mesmo se os resultados fossem ruins, era mais vantajoso manter a aplicação do que resgatá-la.

Mas a portabilidade muda esse cenário! Ela permite que você mude de uma plano de previdência para outro sem pagar Imposto de Renda e sem zerar a data da aplicação. Com isso, você pode mudar de fundo sempre que desejar, apenas respeitando o prazo mínimo de 60 dias entre uma portabilidade e outra. Isso permite que você encontre fundos com melhores rentabilidades de forma prática, sem ficar perdendo noites de sono com o pagamento de diversas taxas. Melhores rentabilidades significam mais dinheiro, mais renda no futuro, seus sonhos alcançados mais rápido e com muito mais qualidade!

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