Tudo que você precisa saber sobre reserva de emergência

Laís Ortiz

Reserva de emergência é o plano financeiro necessário para você se livrar das armadilhas do crédito fácil e juros altos. Saiba como começar a sua.

É fato da vida que imprevistos acontecem. Porém, quando começamos a enfrentar responsabilidades e os boletos começam a chegar, aprendemos a importância da disciplina. Principalmente no âmbito financeiro. Cá entre nós, quantas multas por vencimento foram pagas até você aceitar que é preciso se planejar?

Mesmo com muito cálculo, existem fatos que estão alheios ao nosso controle. Ter uma reserva de emergência pode ser a diferença entre manter um equilíbrio econômico ou, mergulhar de cabeça em um mar de dívidas e juros.  Não caia nesta cilada! Aprenda a organizar, poupar e formar sua reserva de emergência agora.

O que é reserva de emergência?

A chamada reserva de emergência é uma soma de dinheiro, separada da sua renda mensal. Ela deve cobrir pelo menos de 3 a 6 meses das despesas totais que seu padrão de vida contabiliza. Ou seja, é um fundo pessoal para ser usado em casos de gastos gerados por imprevistos ou necessidade além do planejado.

Embora alguns especialistas acreditem que a reserva de emergência ideal deva ser do valor total de suas despesas por um ano, o fato é que ter este tipo de recurso é sim muito importante para qualquer pessoa que deseje desfrutar de uma vida financeira saudável.

Por exemplo, se você tem despesas mensais de R$ 3 mil reais, sua reserva financeira mínima, deve girar entre R$ 9 mil reais. Achou muito dinheiro? Em um primeiro momento pode parecer que sim, mas colocando na ponta do lápis, é na verdade, uma garantia de sua autonomia e liberdade, quer ver só?

Não consegue poupar? Confira 6 dicas incríveis para começar. 

Ter reservas é garantir sua liberdade de escolha

Imagine por um segundo que você está mudando de apartamento. E você, assim como manda o contrato, pintou todo o imóvel para entregá-lo ao proprietário. Porém, dois dias antes da data de entrega,um cano estoura em seu banheiro e você precisa refazer toda a pintura, além de cobrir as despesas de mudança do novo apartamento. Qual seria sua solução para essa situação?

Sem uma reserva de emergência você pode: recorrer a um amigo ou parente, pedir empréstimo a um banco, entrar no cartão de crédito ou cheque especial. Certo? Em um caso você abre mão do seu orgulho e nas demais opções, se afoga num mar de dívidas, juros abusivos e renegociações infindáveis. Quer um dica? Não se deixe enganar por essa falsa ajuda.

Todos estes recursos são pensados para atrelar você aos bancos pelo maior tempo possível. Inclusive, é da sua falta de planejamento que estas instituições se aproveitam. Você já reparou que mesmo em meio a última crise, os bancos brasileiros estiveram entre os mais rentáveis do mundo e ainda fecharam o ano com lucro? Não seja a isca que eles esperam. Tenha sua reserva financeira.

Como saber se é realmente a hora de usar minha reserva de emergência?

A situação que foi relatada anteriormente, pode ser considerada uma emergência simples, mas capaz de desestabilizar a vida financeira de alguém que vive no limite de seu orçamento.

Neste caso, a reserva de emergência seria sim uma grande ajuda, mas devemos levar em consideração a diferença entre desejo e necessidade.

Ainda usando da nossa situação hipotética, podemos ver claramente duas situações distintas. Veja bem, refazer uma pintura por motivos de vazamento é uma emergência. Já pintar seu novo apartamento de outra cor porque a anterior não lhe agrada, é uma escolha. No primeiro caso, o dinheiro deve sair do seu fundo de emergência, no segundo, das suas despesas variáveis. Você consegue perceber a diferença?

A reserva de emergência deve ser uma forma rápida de resgatar dinheiro para cobrir despesas imediatas que fogem ao seu controle de planejamento. Por isso, é muito importante refletir em qual tipo de investimento você vai direcionar esse recurso.

Como começar minha reserva de emergência?

O primeiro passo é sempre analisar seu perfil financeiro.

Você deve listar todos os seus gastos, variáveis e fixos. Esta é a única forma confiável de saber sua média de gasto mensal para calcular o valor que você precisa acumular, qual o valor que seu investimento de escolha deve render para garantir essa quantia e mais importante ainda, o tempo de resgate ou retorno deste investimento.

Por exemplo, contar com investimentos em imóveis, carros ou de retorno a longo prazo não podem ser considerados reserva de emergência. Uma vez que você fatalmente vai perder dinheiro ao resgatar o investimento antes da hora ou ser obrigado a aceitar uma oferta bem abaixo do que precisava, no caso do carro ou imóvel. Então, onde depositar essa reserva? A melhor escolha é sempre ter uma boa organização que permita ter uma carteira de investimentos diversificada.

Hoje, corretoras, consultorias e até mesmo estudo sobre o investimentos, substituem os bancos e democratizam o acesso aos investimentos para todas as classes sociais. Procure se informar, garantir sua estabilidade financeira pode ser muito mais fácil que você imagina. Para ter sucesso nas suas escolhas, conte sempre com profissionais confiáveis que entendem do mercado, mas que levem em conta seu perfil de necessidade.

Bancos x Corretoras: Quem vai te ajudar a render mais? 

E aí, te convencemos da importância de começar sua reserva de emergência? Se tiver qualquer dúvida ou comentário, é só deixar aqui embaixo 🙂

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