Riscos da bolsa de valores e custos: saiba quanto custa investir em ações

Luciana Pimenta

Você sabia que apenas 24% da população brasileira faz investimentos? E desse total, menos de 1% aplica na bolsa, grande parte por medo da burocracia e dos riscos atrelados.

A bolsa de valores é um mercado organizado de compra e venda de ações, que são os papéis referentes às partes constituintes de uma empresa. Esse é o ambiente adequado e mais seguro para fazer esse tipo de investimento. Mas você sabe quais são os custos envolvidos e os riscos da bolsa de valores?Veja quantos tipos de investimento estão disponíveis no país defina a melhor opção para você.

Para facilitar a sua vida, reunimos informações importantes sobre a segurança e as taxas cobradas de investidos para você saber quando custa aplicar seu dinheiro nas ações da bolsa.

O que devemos saber antes de investir na bolsa?

Investir em ações é uma das melhores formas de fazer o seu dinheiro render. Fazendo aplicações de forma inteligente e estratégica é possível multiplicar seus recursos e concretizar um sonho antigo de muitos brasileiros: viver de renda.

Mas antes de colocar seu dinheiro na bolsa de valores, é importante entender algumas coisas sobre esse tipo de investimento.

Você precisa abrir uma conta em uma corretora

Para comprar ações, o investidor prescisa procurar uma corretora, ou um banco, e abrir uma conta de investimentos.

É por meio dessa instituição (e da conta) que o acionista movimenta seus recursos e define como vai direcionar seus investimentos.

Existem dois tipos de ações

Você pode comprar ações de dois tipos: as ONs e as PNs.

As ONs (ações ordinárias) dão ao acionista o direito de propriedade e ele participa dos lucros e prejuízos, além de ter direito a voto nas assembleias. Esse tipo de ação é mais rentável, mas também mais arriscada e com menor liquidez.

As PNs (ações preferenciais) não dão direito a voto mas possuem maior liquidez. Os acionistas com ações PN são os primeiros a receber os dividendos da empresa e também tem preferência em caso de concordata. No entanto, a empresa pode comprar essas ações de volta a qualquer momento.

O mercado de ações não depende de sorte, mas de estudo

Há quem enxergue a bolsa de valores como uma grande loteria, em que às vezes se ganha, às vezes se perde.

A verdade é que o mercado de ações é um negócio, e, como tal, exige pesquisa e dedicação. O investidor precisa entender qual o seu perfil de aplicador, pensar no quanto espera de rentabilidade e estudar. Muito! Essa é a melhor forma de reduzir os riscos da bolsa de valores

É preciso conhecer a(s) empresa(s) em que vai investir, conhecer a situação atual do mercado e as tendências mais atuais de investimento.

Afinal, não dá para ficar brincando com o próprio dinheiro.

Quais são os riscos da bolsa de valores para quem investe em ações?

Todo investimento envolve algum tipo de risco – que é a possibilidade de alguma variável não prevista impactar o retorno financeiro, ou mesmo causar algum prejuízo. É sempre importante ter em mente que, quanto maior o potencial de rentabilidade, maior o risco.

Veja quais são os principais riscos da bolsa de valores

Risco de mercado

Esse risco representa as variáveis externas, como aumento ou queda da taxa Selic, nível de desemprego, situação do país frente a mercados internacionais, etc.

Embora seja impossível ter controle sobre esses cenários, o investidor consegue analisar as tendências e entender para qual lado a economia está pendendo, mitigando os riscos envolvidos na negociação.

Risco de liquidez

Liquidez é a capacidade de transformar um ativo em dinheiro, efetivamente. No caso das ações, é a facilidade para vender a outro investidor e aumentar o recurso disponível em caixa sem prejuízos.

Para mitigar esse problema, procure investir em empresas sólidas e de tradição – que têm alta procura no mercado de ações.

Risco da empresa

Esse risco envolve a capacidade financeira e atratividade econômica da instituição. Está diretamente atrelado ao risco econômico – as atividades da empresa e seu mercado de atuação; e ao risco financeiro – o endividamento da empresa e sua capacidade de cobrir os compromissos de pagamento.

Basicamente, a empresa pode não atingir os resultados esperados, representando risco para seus investidores.

Para reduzir as chances de problemas, estude os balanços financeiros prestando atenção aos índices de lucratividade ou prejuízo. Empresas com boa saúde financeira representam menos risco para seus acionistas.

Risco da corretora

Este é um dos riscos da bolsa de valores mais raros, mas é preciso dizer que a sua corretora pode quebrar. Embora suas ações fiquem resguardadas pela CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – atual Câmara de Ações), o saldo disponível na conta pode ser retido pela instituição.

Quais os custos envolvidos?

Já ouviu dizer que “para ganhar dinheiro, a gente tem que gastar dinheiro”? Pois é, o investimento em ações também acarreta alguns custos para o acionista.

Corretagem

A corretagem é um valor que a corretora cobra para intermediar suas operações na bolsa de valores.

Pode ter um valor fixo, que permanece o mesmo independentemente do volume investido, e varia em torno de R$ 10, ou um percentual sobre a operação.

Normalmente, quando a corretagem é proporcional, a porcentagem cobrada diminui, à medida em que o valor transacionado aumenta.

Há corretoras que fazem as duas cobranças, estabelecendo um custo fixo e adicional de taxa proporcional.

Custódia

A taxa de custódia é cobrada todos os meses para cobrir as despesas operacionais junto à Câmara de Ações. Gira em torno de R$ 6,90 e algumas instituições isentam seus clientes dessa taxa.

Sobre as transações com posição superior a R$ 300 mil também incidem cobrança de taxa sobre custódia, que varia entre 0,0132% e 0,076%. (Posição é um ativo detido pelo investido e pode ser chamada de carteira.)

Emolumentos

Essa é a taxa sobre a negociação das ações. É cobrada pela própria BM&FBovespa e há uma alíquota fixa para cada tipo de operação.

As operações de compra e venda feitas em datas diferentes – operações normais, têm taxa de 0,0325%. Já a compra e venda de papéis no mesmo dia – o chamado daytrade – têm incidência de 0,025%.

Tributação

Há ainda tributação de 15% de imposto de renda sobre o lucro com as ações. Em operações de compra e venda no mesmo dia, “day trade” em inglês, a alíquota sobe para 20%. Há também uma isenção tributária para vendas até R$ 20 mil por mês. No entanto, caso a venda supere os R$ 20 mil, o lucro deve ser calculado sobre o valor total.

Agora que você já sabe quais os custos e os riscos da bolsa de valores, pode começar a investir! Ainda está começando e não sabe onde aplicar seus recursos? Saiba quais são os melhores investimentos para aplicadores iniciantes.

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