Entenda a taxa Selic e como ela pode afetar seus investimentos

Equipe Monetus
           

Imagino que, em alguma ocasião desses últimos meses, você tenha ouvido falar de um corte na taxa Selic, e provavelmente alguns de seus impactos.

Nesse cenário, é comum que tenhamos momentos de reflexão, repensando nossos investimentos e tentando entender a melhor forma de investir para atingir nossos objetivos.

Se você se encaixa nessa realidade e está procurando entender melhor o mundo dos investimentos, aprender um pouco mais sobre a taxa Selic pode ser um diferencial.

O que é a taxa Selic?

A Selic é o principal instrumento de controle da inflação, utilizado pelo Banco Central (BC), também conhecida como a taxa de juros básica da economia. Isso significa que ela é referência para definição de políticas monetárias e de outras taxas de juros, como de financiamentos, empréstimos e aplicações financeiras.

O nome Selic é uma sigla que se traduz em “Sistema Especial de Liquidação e Custódia”. Esse sistema computadorizado é gerenciado pelo BC e permite a movimentação de títulos públicos federais, que são emitidos pelo governo com a intenção de captar dinheiro.

E para que ela serve?

A taxa Selic é utilizada pelo Banco Central como instrumento de controle da inflação.

Quando a taxa Selic sobe, ela proporciona alta nos juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito. Assim, o consumo é afetado negativamente, e favorece a queda da inflação.

Já em momentos de queda, a Selic estimula o consumo, visto que os juros das operações citadas anteriormente ficam menores.

Além de ser uma ferramenta de controle de inflação, ela serve também para controlar a circulação de capital estrangeiro no país

Isso acontece porque, historicamente, juros de países como Estados Unidos. Japão e países europeus, são mais baixos do que os juros pagos no Brasil. Então, com a Selic em altos índices, os investidores estrangeiros compram títulos de dívida brasileiros visando lucrar com os juros altos.

Como a taxa Selic é definida?

A cada 45 dias o Comitê de Política Monetária (COPOM) se reúne com intenção de calibrar a taxa Selic, de acordo com a meta de inflação. O resultado dessas reuniões é um valor estipulado, conhecido como Selic Meta.

Entretanto, o valor que realmente é realizado é obtido por meio do cálculo diário da taxa média ponderada dos juros das instituições financeiras, e é chamado de Selic Over.

Entendendo o histórico e o cenário atual

No início desse ano, ocorreu o 5º corte consecutivo da taxa Selic, deixando-a no menor patamar histórico desde 1996, 4,25% ao ano

Entre 2015 e 2016, o índice voltou a subir e chegou a 14% ao ano. A partir de outubro de 2016, os cortes iniciaram em uma sequência de 12 cortes consecutivos, chegando ao patamar de 6,5%. 

O Banco Central disponibiliza um histórico das taxas de juros desde a primeira reunião do COPOM, em 1996. Através das tabelas disponíveis, é possível entender o histórico de evolução da Taxa Selic.

Lembrando que suas variações podem ser acompanhadas pelo site do Banco Central do Brasil (BCB).

Quais os impactos do corte na taxa Selic?

Aumento do consumo, diminuição do valor de crédito, aumento da inflação, queda do endividamento das empresas… já vimos que esses são alguns dos impactos sofridos com o corte da taxa Selic.

Além desses, conseguimos ver grandes influências em alguns investimentos.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic, antes conhecido como LFT, é um título público pós-fixado e, como o próprio nome diz, é indexado a taxa Selic. Então, fazendo o resgate na data definida, teremos uma rentabilidade de acordo com a taxa Selic do momento.

Para quem busca aplicar suas economias sem deixar de lado a liquidez e garantindo seu poder de compra, o Tesouro Selic é uma excelente opção. 

No caso de haver expectativa de futuros cortes, a rentabilidade desse título será impactada negativamente.

CDI

Os Certificados de Depósito Interbancários (CDI) são títulos emitidos por instituições financeiras. Seu objetivo é transferir recursos entre instituições que têm reserva e instituições que necessitam de capital para repor seu caixa.

Em geral, CDI e Selic andam bem próximos e possuem oscilações bem similares. Então, devido à queda da Selic, investimentos baseados no CDI também renderão menos.

Juros bancários

A queda da taxa Selic estimula a redução dos juros bancários de diversas instituições financeiras, como já vimos o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, anunciando a diminuição de seus juros e linhas de crédito.

O que acontece é que grande parte dos lucros dos bancos vem do spread bancário, que se trata da diferença entre os juros cobrados e os juros pagos pela instituição.

Então, como a Selic determina o rendimento que os bancos recebem com os investimentos em títulos públicos, ela afetará diretamente o custo repassado aos clientes.

Poupança

Desde 2012, existe uma nova regra de cálculo de rentabilidade da caderneta de poupança.

  • Se a Selic for maior ou igual a 8,5% ao ano, a poupança terá um rendimento de 0,5% ao mês + TR;
  • Se a Selic estiver abaixo desse valor, a poupança renderá 70% da taxa Selic vigente.

Por esse motivo, no final de 2019 a poupança atingiu os menores índices de captação de recursos desde 2016.

Expectativas para 2020 e futuro

O Boletim Focus, divulgado em fevereiro pelo Banco Central, consolida as expectativas do mercado sobre alguns dos principais indicadores econômicos no Brasil. Nele, as expectativas são traçadas tanto para o ano atual quanto para os posteriores.

Segundo o Boletim, a expectativa para a taxa de juros ao final 2020 é se manter na taxa já vigente, de 4,25% ao ano. Mostrando perspectivas positivas para 2021, com uma taxa prevista de 6,25%.

Como conseguir rendimentos maiores do que os da taxa Selic?

Com a taxa básica de juros em baixa, muitos investidores estão repensando suas aplicações financeiras, na intenção de obter maiores rendimentos. 

Caso você esteja nessa situação, não se desespere! Existem inúmeras possibilidades de diversificação, tanto em Renda Fixa quanto em Renda Variável.

Renda fixa

Investimentos em renda fixa são investimentos em que as pessoas sabem o quanto vão receber ao final do período determinado, podendo ser pré ou pós-fixados.

Alguns investimentos em renda fixa podem render mais do que a Selic!

Nesta categoria, podemos citar algumas opções:

– Certificados de Depósito Bancário (CDB);

– Letras de Crédito Imobiliário (LCI);

– Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);

– Letra de Câmbio (LC);

Os exemplo citados acima oferecem riscos mais baixos por possuírem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O FGC pode ressarcir os investidores no valor de até R$250.000 por CPF e por instituição, caso haja algum problema com os investimentos.

Renda variável

Já para os investidores mais arrojados, que pretendem conquistar um alto potencial de ganho, a renda variável pode ser uma boa escolha. Em troca do alto risco, os rendimentos tendem a ser maiores.

Dentro dessa categoria está o investimento na Bolsa de Valores e através dela você pode escolher entre:

– Ações;

– Dólar;

– Índices;

– Boi gordo;

– E muitos outros!

Estes são apenas alguns exemplos do que o mercado oferece para os investidores!

Em qualquer investimento, o mais importante é analisar bem as opções, e escolher de acordo com seu perfil e objetivos.

Neste artigo, esclarecemos as dúvidas recorrentes sobre Taxa Selic, além de apontar seus impactos sobre a economia brasileira.

Caso tenha alguma dúvida ou queira compartilhar alguma experiência, não deixe de comentar abaixo!

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