Vale a pena resgatar minha previdência privada?

Vitor Tito

Contratar um plano de previdência não é uma tarefa difícil. Não se pode falar o mesmo sobre sair dele.

Sendo a previdência privada uma alternativa ou um complemento ao INSS, ela é uma opção muito comum para quem pensa no longo prazo. Entretanto muitas pessoas tem a sensação de estarem presas à um investimento de longo prazo sem certeza de este ser o melhor para elas.

Duas perguntas nos motivaram a escrever esse artigo. A primeira é: devo trocar a previdência pela Monetus? É vantajoso fazer isso ou vou perder dinheiro?

De fato há planos de previdência que não possuem uma rentabilidade tão vantajosa. Outras vezes percebemos que erramos ao identificar o melhor plano de acordo com nosso perfil de investidor. Ainda, planos de previdência tem taxas de carregamento na saída, que podem ser prejudiciais para o seu patrimônio.

Vamos entender então as condições para resgatar um plano de previdência. Existem custos? Quando eu posso resgatar minha previdência? Quais são os cuidados que eu devo tomar?

Saiba seu plano e regime de tributação

O tipo de plano muda o valor base da arrecadação de IR

O formato do plano de previdência escolhido é a primeira coisa que devemos considerar em um resgate. Há dois tipos de plano disponíveis atualmente, que diferem sua forma de tributação no resgate.

O primeiro é o PGBL (Plano Gerador de Beneficios Livres). Neste plano a tributação incide sobre o valor resgatado (ou seja, das aplicações e dos rendimentos). Então imagine que você aplique R$100 mil, e após alguns anos tem R$150 mil. O Imposto de Renda será deduzido sobre o valor integral de R$150 mil.

O outro é o VGBL (Vida Gerador de Beneficios Livres). Aqui a tributação incide sobre o ganho do investimento. No caso anterior, o ganho foi de R$50 mil, então o IR incide sobre este valor.

Isso significa que o VGBL é melhor, certo? Não necessariamente. O PGBL, por exemplo, permite que o contribuinte deduza uma parte da renda tributável em sua declaração anual, enquanto o VGBL não. A análise de um bom gestor deve levar em conta mais do que o modelo tributário e renda do cliente.

O regime tributário afeta a taxa do IR

Um bom plano de previdência exige que você alinhe seu perfil de investidor com o regime tributário e as condições de resgate deste contrato.

A primeira pergunta a ser feita aqui é: quando eu pretendo resgatar meu plano de previdência?

A segunda pergunta é: como eu quero esse resgate? Recebendo um valor fixo mensalmente, ou resgatar tudo de uma vez?

Existem dois regimes tributários possíveis na previdência privada.

Pelo regime Regressivo a tributação cai 5% a cada 2 anos após a primeira aplicação, escolhido majoritariamente quando se quer resgatar o valor integralmente após alguns anos. Isso porque é possível chegar à 10% de IR, o que é menor que outros investimentos fora da previdência. Nesse caso, até 8 anos o imposto é mais alto que aplicações em fundos, por exemplo.

Tempo de investimento Alíquota de Imposto de Renda
Até 2 anos 35%
De 2 a 4 anos 30%
De 4 a 6 anos 25%
De 6 a 8 anos 20%
De 8 a 10 anos 15%
Acima de 10 anos 10%

A tributação Progressiva é uma tributação mínima de 15%, mas a pessoa deve fazer o ajuste do diferencial de alíquota, ou seja, a tabela progressiva é somada com a base de cálculo da sua renda tributável. Geralmente a opção de quem quer uma renda mensal.

Em ambos os casos, a base de cálculo para IR é sobre o valor resgatado quando for um PGBL, e sobre os rendimentos quando se tratar de um VGBL.

As taxas e suas armadilhas

O maior vilão da previdência são as taxas. Em geral são mais altas do que outras modalidades de investimento e podem ser variadas. A pergunta aqui é: quais taxas são cobradas pelo meu plano?

Não existe almoço grátis. Fundos de previdência tem taxas de administração média de 2%. Essa taxa é aquela que o gestor cobra de você anualmente. Clássica!

A taxa de carregamento é aquela à qual devemos nos atentar. É um custo que incide sobre uma nova aplicação ou sobre um resgate.

Se for de 5% na “entrada”, por exemplo, a cada nova aplicação de R$1000, apenas R$950 são efetivamente investidos, sendo R$50 descontados antes da aplicação.

Se for uma taxa de “saída”, quando você fizer um resgate de R$20.000 e há uma taxa de saída de 5%, o resgate efetivo é de apenas R$19.000.

Tomou um susto? Sabemos o quão altas podem ser essas taxas. A sensação de revolta é grande. Por isso devemos ficar atentos sempre!

Afinal, resgatar ou não?

Pode parecer muita coisa, mas é essencial pensar em tudo isso se quiser resgatar a previdência privada. Sendo o resgate de acordo com seu planejamento, é possível que você não entre em nenhuma armadilha de taxas. Se houve uma boa orientação com relação à escolha do tipo do plano e do regime de tributação, vai ficar tudo bem com relação aos impostos também.

Mas uma pergunta final que surge é: eu tenho hoje o melhor plano de previdência? Ele me oferece as melhores rentabilidades do mercado? Se a resposta for “não”, saiba que você pode migrar para um plano de previdência melhor de forma totalmente gratuita e sem burocracia.

A maioria dos planos de previdência ofertados por grandes bancos oferecem uma rentabilidade abaixo da média de mercado. Percebendo isso, a Monetus disponibiliza seus consultores para conversarem com você, entenderem seu perfil de investidor, e realizar a portabilidade do seu plano de previdência!

Simule sua portabilidade

Ela permite que você mude de uma plano de previdência para outro sem pagar Imposto de Renda e sem zerar a data da aplicação. Melhores rentabilidades significam mais dinheiro, mais renda no futuro, seus sonhos alcançados mais rápido e com muito mais qualidade!

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